Executivos projetam crescimento para 2025, mas mantêm cautela diante de riscos, revela Amcham

19 de fevereiro d3 2025 AMCHAM – Plano de voo – Campinas Tatiana Ferro Fotografia

Pesquisa foi anunciada nesta quarta-feira, em Campinas, durante o Plano de Voo 2025 para mais de 500 líderes empresarias do interior de São Paulo

Campinas, 19 de fevereiro de 2025 – O ano de 2025 se inicia em meio a um cenário global de instabilidade econômica e política, mas as empresas brasileiras mantêm projeções otimistas para o crescimento de seus negócios. No entanto, esse otimismo vem acompanhado de um olhar atento para os desafios que podem afetar seu desempenho. 

A Pesquisa Plano de Voo 2025, realizada entre 16 de dezembro de 2024 e 21 de janeiro de 2025, ouviu 775 líderes empresariais, principalmente CEOs, sócios e diretores de empresas de médio e grande porte. O levantamento foi divulgado pela Amcham Interior de São Paulo durante o Plano de Voo 2025, realizado no Teatro Oficina do Estudando, no Shopping Iguatemi, em Campinas, coma presença de mais de 500 lideranças empresariais do interior do Estado, além da presença do Vice-Governador Felício Ramuth, e representantes da prefeitura e da Investe SP.

A pesquisa Plano de Voo 2025 revela que 92% das empresas esperam aumento de faturamento, com 36% projetando crescimento acima de 15%. No entanto, o crescimento projetado vem acompanhado de atenção aos riscos econômicos. Entre os fatores que podem influenciar a economia do país, os mais citados foram: taxas de juros elevadas (77%), desequilíbrio fiscal (64%), inflação alta (63%), e desvalorização do câmbio (59%).  

“A expectativa de crescimento dos negócios em 2025 está permeada por grande preocupação com os fundamentos da economia brasileira e com a evolução da conjuntura internacional. A adoção de medidas para estabilizar o cenário fiscal no Brasil e maior previsibilidade externa serão decisivos para que as empresas sigam investindo e expandindo seus negócios”, avalia Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil. 

Equilíbrio entre otimismo e cautela 

A pesquisa mostra um equilíbrio entre a perspectiva de crescimento e a necessidade de uma gestão atenta aos desafios. Além dos fatores internos, elementos externos também devem impactar a economia brasileira ao longo do ano. Os entrevistados citaram como principais influências externas: