Consumo de bebidas sem álcool impulsiona crescimento da startup Sim!Cerveja

Cervejaria faz parte dos 174 negócios de startups registrados na cidade de Campinas
Campinas, 23 de julho de 2025 – Impulsionada pela concentração de alto número de cientistas formados pelas universidades e de empreendedores dispostos a criar produtos e empresas inovadoras, Campinas se consolidou como um dos mais importantes hubs de startups no Brasil. Com 174 negócios registrados, a cidade ocupa a segunda posição no Estado de São Paulo em número de empresas voltadas para a inovação, segundo dados do Sebrae Startups Report São Paulo 2024.
Nomes hoje líderes de mercado no Brasil, como a iFood, Quinto Andar e CI&T – com negócios expandidos para os Estados Unidos – nasceram em Campinas, dentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e servem de inspiração. A Sim! Cerveja, primeira cervejaria nacional a produzir 100% cervejas sem álcool, vem trilhando o mesmo percurso das empresas-filhas da Unicamp e co-irmãs que hoje são referências em suas áreas.
Fundada em 2022 por um grupo de empresários e tendo à frente David Figueira, sócio fundador e diretor de operações da spin-off criada dentro da Cervejaria Cogumelo, a Sim! Cerveja já coleciona prêmios nacionais e internacionais. A startup projeta crescimento neste ano de 2025, apoiada em produtos de alta qualidade, abertura de novos pontos de venda, especialmente no varejo, e pelo aumento do consumo de bebidas sem álcool.
Figueira, formado em Física, mestre e doutor pela Unicamp e ex-presidente-executivo do Unicamp Ventures, ressalta a importância de Campinas e região como berço de incubadoras de sucesso. “A presença das universidades, como a Unicamp, estimula o conhecimento e a vontade dos alunos e ex-alunos a criarem negócios inovadores, disruptivos e escaláveis no Brasil e no mundo”, ressalta.
A ideia de se fazer cerveja boa, sem álcool, mas com DNA totalmente nacional, foi inspirada na empresa americana Athletic Brewing Co. (a referência quando se fala em cervejas sem álcool), conta Figueira. “Venho acompanhando-os desde o seu surgimento, em 2017, e a revolução que eles vêm causando”, acrescenta.
“Em 2022 fui convidado para uma palestra onde deveria abordar alguns desafios técnicos/científicos que eu tinha dentro de nossa incubadora de cervejarias, a Cervejaria Cogumelo. E a ideia voltou com uma inspiração vinda de uma senhora presente na plateia que perguntou: “Se vocês têm todas essas tecnologias para fazer cervejas, porque não fazem uma cerveja boa sem álcool?”
No ano seguinte, após muitas pesquisas, testes e investimentos em tecnologias os primeiros rótulos da Sim! Cerveja saiam das linhas de produção para o e-commerce próprio e alguns pontos de venda. Nestes quatro anos, os esforços foram recompensados com o reconhecimento do público e com mais de 15 prêmios nacionais e internacionais conquistados. O Último foi neste ano, no World Beer Cup, a maior e mais prestigiosa competição de Cervejas, a Olimpíada das Cervejas, nos Estados Unidos, onde conquistou o Ouro concedido pelos jurados na sua categoria.
Figueira lembra que a aposta na produção de uma cerveja sem álcool aconteceu em um período em que o mercado internacional já vinha em ascensão e no Brasil dava sinais de expansão. Hoje, o país é o segundo mercado mundial em volume de consumo de cervejas sem álcool, atrás da Alemanha.
Segundo dados da consultoria Euromonitor, a comercialização da cerveja zero álcool no Brasil cresceu de 197,8 milhões de litros em 2020 para 649,9 milhões de litros em 2023, um aumento de mais de 200%. A Euromonitor estima que em 2025 o Brasil deverá chegar perto de consumir 1 bilhão de litros de cerveja zero ao ano.
“Esse aumento na procura por cervejas sem álcool é resultado da mudança de comportamento das pessoas de diversos nichos, como o consumidor tradicional, jovens e esportistas, que priorizam melhor qualidade de vida e menor consumo de álcool”, afirma.
